GRUPO DE CRIANÇAS E JOVENS

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Por Bianca Rezende

Foi um grande desafio trabalhar em grupo, pois geralmente preferimos fazer todo o trabalho sozinho, sem contar o desconforto que alguns sentem na hora de cobrar algo de alguém; e foi o que aconteceu com este grupo. Entretanto, como o módulo que estavam cursando era justamente sobre GRUPOS, elas não tiveram escolha. Trabalhar em grupo seria inevitável. A escolha do tema para o trabalho se deu pelo interesse de algumas integrantes em trabalhar com crianças. Além das pesquisas de artigos relacionados ao tema, era preciso fazer uma entrevista com um terapeuta ocupacional que trabalhasse ou que já trabalhou na área. As professoras responsáveis pelo módulo indicava algumas pessoas para tal, mas eramos livres para fazer o que quiséssemos. Por ter essa liberdade o grupo em questão escolheu fazer a entrevista com dois terapeutas: um que trabalha com ‘crianças’ e o outro com ‘jovens’.

Para o trabalho com ‘crianças’ o artigo usado foi “O lúdico no atendimento de crianças com deficiência: uma reflexão sobre a produção cultural na infância“, onde discute atividades que a criança com deficiência realiza durante o processo de terapia ocupacional e a possibilidade de uma reflexão sobre a consideração cultural das produções das crianças, como favorecedoras do seu reconhecimento e da sua participação ativa na realidade compartilhada.

“Nossa ação, como terapeuta ocupacional, é intervir, a partir dos recursos que o sujeito tem e do desenvolvimento de outros, no sentido de favorecer sua participação nos contextos sociais e estabelecer formas de comunicar-se com os outros. É ajudá-lo a reconhecer-se e ser reconhecido pelos seus gestos”.¹

Com o grupo de jovens² não teve artigo que direcionasse o trabalho, no entanto a entrevista com o profissional fez esse papel. Neste tipo de grupo, as abordagens são mais de cunho educativo do que terapêutico. Os integrantes são selecionados por faixa etária, pois costumam vivenciar experiências semelhantes, facilitando a inserção desses jovens no grupo.

O uso de atividades para esse grupo é de extrema importância, pois facilita o processo de vinculação e o delineamento do cuidado. Através das atividades é possível o reconhecimento das histórias de vida, bem como o modo como vivem e participam de suas redes sociais de suporte. Porém “muitas vezes nos colocamos e nos tornamos papéis de referencia humana, quando, na maioria das vezes, estes papéis ao longa da vida deles se encontram quebrados, fragilizados ou rompidos, ou como muitas vezes acontecem, nunca existiram.” (R.C)

Explicar o que é terapia ocupacional e o que é ser um sujeito ocupacional é muito significativo para a relação terapeuta-cliente, pois há uma importância técnica e ética em que os clientes atendidos saibam ‘o que é ocupação’, o porquê de um processo terapêutico e uma prática centrada no cliente.

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¹Trecho extraído do artigo.

²O grupo referido é formado por adolescentes que chegam por demanda espontânea, à mando dos pais ou por medidas judiciais por estarem cumprindo medidas sócio-educativas pela Fundação Casa ou em liberdade assistida devido ao envolvimento/abuso de drogas. O atendimento funciona numa lógica interdisciplinar, focando a reabilitação psicossocial se utilizando do Programa de Redução de Danos (RD). 

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Um comentário sobre “GRUPO DE CRIANÇAS E JOVENS

  1. Flavia Liberman 28/05/2014 / 11:05

    Muito bom! Vamos divulgar mais o Blog!!????

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