Holocausto Brasileiro: história, livro e filme

Dia 18 de maio é o dia nacional da luta antimanicomial, em meio a isso é impossível não lembrar do Hospital Colônia de Barbacena, o maior hospício do Brasil, que com seus tratamentos cruéis e condições de vida desumanas fez com que sua história fosse considerada um dos maiores genocídios do Brasil com a contagem de 60 mil mortes.

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Luis Alfredo (1961)

Durante oito décadas o hospital recebiam pessoas que em grande maioria eram internadas a força, elas chegavam em trens superlotados de todos os cantos do país. Os motivos para que a família os enviassem para o local eram dos mais diversos, incluíam o uso de drogas, gravidez na adolescência, pessoas homossexuais, depressão e até crianças rejeitadas pelos pais, no geral eram pessoas marginalizadas pela sociedade. Várias denuncias foram feitas no período em que ele esteve aberto, inclusive a mais impactante do fotógrafo Luiz Alfredo para a revista Cruzeiro.

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Luis Alfredo (1961)

O hospital foi fundando, em 1903, com capacidade para 200 pessoas, mas em seu auge chegou a ter 5 mil pessoas. Com o grande número de mortes e a falta de espaço no cemitério local, alguns funcionários participaram de um esquema de tráfico de corpos que eram destinados a pesquisas de universidades do país. Em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia realizou uma visita e chegou a comparar o local com uma concentração nazista, ele exigiu que o hospital fosse fechado imediatamente, porém isso só veio acontecer nos anos 80.

Com o propó8b71b5236176420f4a9a8ee41a103eeesito de amplificar a história para que nunca seja esquecida, a jornalista Daniela Arbex relata em seu livro depoimentos de pessoas que foram internadas e de pessoas que trabalharam no local, além de descrever todo o horror que se passava ali dentro.

No final de 2016 a mesma jornalista escreveu o roteiro do filme produzido pela HBO inspirado em seu livro. Segundo ela, o filme segue o mesmo objetivo do livro, onde é necessário mostrar o desagradável para causar a revolta no telespectador.

 

 

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Museu da Loucura / Foto: Deborah Marcier

Há um ano atrás foi reaberto o Museu da Loucura, onde há preservação da memória e a intenção de impactar os visitantes, a entrada é gratuita. Endereço: Avenida 14 de agosto, sem número, no Bairro Floresta, Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena.

No Youtube é possível assistir uma reportagem feita pela Globo News com imagens, entrevistas com ex-internos e com a própria Daniela  Arbex. Confira:

 

 

 

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Sugestão de leitura: Grupos & Terapia Ocupacional: Formação, pesquisa e ações.

Grupos & Terapia Ocupacional: Formação, pesquisa e ações – Viviane Maximino e Flávia Liberman (ORGS.) – Summus editorial. 294 páginas.

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Resenha: A obra é um conjunto de contribuições de vários terapeutas ocupacionais que vivenciam e coordenam grupos distintos de áreas diferentes, que trazem de forma singular a sua experiência com esses grupos. O livro é dividido em dezesseis capítulos, a maioria escrito conjuntamente com mais de dois autores e com perspectivas distintas.

O capítulo 15 escrito pela Stella Maris Nicolau fala sobre sua vivência com grupos na atenção básica e como se enraizar em uma comunidade; já Lívia Barbieri, Maximino e Liberman relatam no capítulo 4 a vivência com um grupo de jovens da região da Zona Noroeste em Santos. De forma discreta, as autoras demonstram a importância de conhecer os serviços de saúde, o território e de se fazer presente nele.

Cheio de vivências, narrativas, questionamentos e reflexões; a obra Grupos & Terapia Ocupacional é o livro perfeito para entender como funciona a formação e ações que acontecem em um grupo, e como lidar também com os medos e frustrações que podem aparecer quando se coordena um.

Indicação para os módulos: Abordagem grupal e TS – Clínica integrada: atuação em grupos populacionais.

Para Baixar – Livros Micropolítica do Trabalho e o Cuidado em Saúde

Olá, amigos. Hoje trouxe para o nosso arquivo 9 livros da Série Micropolítica do Trabalho e o Cuidado em Saúde, disponibilizados pela editora Rede Unida em seu site.

A Série é composta por livros e coletâneas organizadas a partir de resultados de pesquisas empíricas e teóricas sobre temas relacionados às linhas desenvolvidas nos últimos anos pelo grupo de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e/ou por pesquisadores do campo das análises micropolíticas do trabalho e do cuidado em saúde.

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LIVROS:

  • Tecnologias leves em saúde: saberes e práticas da residência multiprofissional na estratégia – PDF
  • O Cuidado e a Educação Popular em Saúde – PDF
  • Mais substâncias para o trabalho em saúde com usuários de drogas – PDF
  • Experiências de Apoio Institucional no SUS: da teoria à prática – PDF
  • Micropolítica e saúde: produção do cuidado, gestão e formação – PDF
  • Pesquisadores IN-MUNDO: Um estudo da micropolítica da produção do acesso e barreira em saúde mental – PDF
  • O Trágico na Produção do Cuidado – Uma estética da saúde mental. 1ª Edição Revisada – PDF
  • Corpos, Gêneros e Sexualidades – Dispositivos de Subjetivação. Textos Reunidos. 1º Edição – PDF
  • Corpos, Gêneros, Sexualidades: Políticas de Subjetivação. Textos Reunidos. 2º Edição Atualizada e Revisada – PDF

 

Apresentam uma ampla gama de conteúdos e apontam para múltiplos campos de problematização os quais se integram pelo desafio de ofertas conceituais para pensar o mundo contemporâneo da saúde. Desta forma, as obras desenvolvem um diálogo entre o campo científico, a partir da produção de saberes e conhecimento, em especial dos eixos das Ciências Sociais em Saúde e Política, planejamento e gestão de sistemas e serviços de saúde, com o âmbito de práticas, analisando e repensando a realização das ações em diferentes instituições ou órgãos, seja a partir do usuário, seja a partir das próprias relações de trabalho existentes nos espaços dos serviços.  Saiba mais…

CLIQUE AQUI e acesse a página para download em outros formatos.

Gostaram da sugestão? Alguém já leu algum desses? Ficou curioso por algum título? Comentem!

Sugestão de Filme: Bicho de Sete Cabeças

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Bicho de Sete Cabeças é um filme brasileiro, dirigido por Laís Bodanzky e com roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos. Tem o Rodrigo Santoro no papel do jovem Neto, internado às forças em um hospital psiquiátrico, pelo seu pai conservador, após este descobrir que o filho estava fumando maconha.

O filme é chocante, pois relata a realidade das instituições psiquiátricas no Brasil daquela época. Diversas problematizações podem ser desenvolvidas ao longo do filme, onde são abordados temas como o vínculo pai-filho, uso de drogas ilícitas, saúde mental, relação médico-paciente, “tratamentos” abusivos, falta de atividades, loucura, entre outras tantas discussões que merecem destaque. Não deixe de discutir a Reforma Psiquiátrica após assistir a este filme!

Indico esta leitura “Bicho de Sete Cabeças” e a Reforma Psiquiátrica para aqueles que assistirem ao filme e se interessarem por maiores informações e discussões do assunto.

E para os amantes dos livros, indico que leiam o Canto dos Malditos, a autobiografia que foi inspiração para o filme. O livro é recheado de denúncias e desabafos, contado a partir da vivência do ex-paciente psiquiátrico, Austregésilo Carrano Bueno.

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Para Baixar – Brincadeiras e Jogos Típicos do Brasil

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Finalizando as postagens sobre a Semana Mundial do Brincar, hoje trazemos mais um livro para o nosso arquivo do blog, dessa vez o Brincadeiras e Jogos Típicos do Brasil do Geraldo Peçanha de Almeida.

Este material foi recolhido durante minhas andanças pelo Brasil a fora. Foram sugestões de professores que estão atuando em educação básica. Tratei cada jogo com os conhecimentos que tenho em psicomotricidade, lúdico e educação a fim de dar uma unicidade a eles. Fiz o que pude para colocar a disposição um material mais organizado, mais didático e sobretudo, mais prático para aqueles que atuam com educação básica. Tomara que ele possa encontrar as crianças, razão maior deste material.

Prof. Dr. Geraldo Peçanha de Almeida

Nesse material sobre brincadeiras e jogos brasileiros, o autor de forma bem didática descreve cada uma das atividades com seus materiais, formas de brincar, idade adequada e os objetivos psicomotores e psicopedagógicos.

Para fazer o download do material completo clique AQUI!

E ai, o que acharam da indicação de hoje? Tem alguma sugestão para compartilhar conosco? Nos envie por e-mail (unifespart@gmail.com)

Para Baixar – Incluir Brincando: Guia do Brincar Inclusivo

 

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Olá amigos. Hoje trago mais um material super útil para o nosso arquivo, o Guia do Brincar Inclusivo que faz parte do Projeto Incluir Brincando, uma iniciativa da Vila Sésamo e da Unicef que buscar contribuir para a garantia do brincar de todas as crianças, cada uma no seu ritmo e individualidade.

No guia você encontra sugestões de brinquedos, brincadeiras e jogos que permitem a participação de todas as crianças, mostrando que incluir é bem mais simples do que parece.

Olha só uma prévia do conteúdo deste guia:

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“Brincar é um direito humano garantido a toda e qualquer criança e adolescente por inúmeras leis, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989 (Art. 31), a Constituição Federal (Art. 217) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Art. 4 e16).”

Faça o download do material completo clicando AQUI.

E ai, pessoal, gostaram da dica? Se tiver uma sugestão bacana como essa nos envie por e-mail (unifespart@gmail.com)

Para Baixar – Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos

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Olá, amigos. Nossa sugestão de hoje é o Manual de Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos, disponível para download no site do  Instituto Mara Gabrilli (IMG) , que é uma associação sem fins lucrativos que desenvolve e executa projetos que contribuem para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.

O manual contém vários passo-a-passos para adaptar brinquedos e brincadeiras e estimular pessoas de todas as idades a desenvolverem suas capacidades, por meio do brincar.  Veja abaixo alguns exemplos do que você irá encontrar no arquivo:

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Não existe receita para que uma brincadeira seja inclusiva, para que se enquadre em todas as situações. No entanto, algumas premissas são básicas para garantir a diversão de todos.

As principais são:
• Respeitar o tempo de cada um;
• Respeitar o conhecimento de cada pessoa;
• Combinar com os participantes a melhor forma de tornar a brincadeira inclusiva;
• E, por fim, tentar proporcionar a mesma oportunidade de experiência para todos os participantes

E ai, gostaram do post? Gostaríamos de agradecer a dica da @ca.terapeutaocupacional.santos . Se tiver uma sugestão legal que queira compartilhar nos envie por e-mail (unifespart@gmail.com)

Vocês podem baixar o arquivo completo clicando AQUI!