Sugestão de leitura: Grupos & Terapia Ocupacional: Formação, pesquisa e ações.

Grupos & Terapia Ocupacional: Formação, pesquisa e ações – Viviane Maximino e Flávia Liberman (ORGS.) – Summus editorial. 294 páginas.

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Resenha: A obra é um conjunto de contribuições de vários terapeutas ocupacionais que vivenciam e coordenam grupos distintos de áreas diferentes, que trazem de forma singular a sua experiência com esses grupos. O livro é dividido em dezesseis capítulos, a maioria escrito conjuntamente com mais de dois autores e com perspectivas distintas.

O capítulo 15 escrito pela Stella Maris Nicolau fala sobre sua vivência com grupos na atenção básica e como se enraizar em uma comunidade; já Lívia Barbieri, Maximino e Liberman relatam no capítulo 4 a vivência com um grupo de jovens da região da Zona Noroeste em Santos. De forma discreta, as autoras demonstram a importância de conhecer os serviços de saúde, o território e de se fazer presente nele.

Cheio de vivências, narrativas, questionamentos e reflexões; a obra Grupos & Terapia Ocupacional é o livro perfeito para entender como funciona a formação e ações que acontecem em um grupo, e como lidar também com os medos e frustrações que podem aparecer quando se coordena um.

Indicação para os módulos: Abordagem grupal e TS – Clínica integrada: atuação em grupos populacionais.

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Dinâmica: Apresentação

Muitas vezes é difícil saber como começar com um grupo novo. Você quer que o grupo se sinta a vontade e se solte, quer conhece-los e algumas vezes pode estar trabalhando com um grupo tímido.

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Esta é uma dinâmica de apresentação dos integrantes do grupo. Forma-se uma roda e cada um deverá falar o seu nome, ou apelido, ou como prefere que seja chamado, fazendo ao mesmo tempo um gesto de algo que comece com a inicial do nome. Por exemplo, pode ser:
-Helena se apresenta fazendo o gesto de estar tocando uma harpa, e diz: Helena Harpa. (Nome: Helena Gesto: Harpa).

Depois que todos se apresentarem volta ao primeiro da roda e dessa vez ele fica em silencio e o grupo deve lembrar o nome do participante e o gesto e fazê-lo.

Esta é uma dinâmica que a duração depende  da quantidade de integrantes no grupo. Ajuda todos a se conhecerem, e você pode adaptar a proposta de acordo com o que quer conhecer do grupo, por exemplo em vez de fazer qualquer gesto pode escolher uma característica dele que comece com a letra do nome, entre outras opções de adaptações.

 

Sugestão de Filme: Vermelho como o céu

Por Alynne Albquerque

Hoje temos mais uma sugestão de filme para você aproveitar o final de semana que está se aproximando ou adicionar na sua lista. A dica dessa semana é o filme Vermelho como o céu.

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Sinopse: Saga de um garoto cego durante os anos 1970, que luta contra tudo e todos para alcançar seus sonhos e sua liberdade. Mirco é um jovem toscano de dez anos apaixonado pelo cinema, que perde a visão após um acidente. Uma vez que a escola pública não o aceitou como uma criança normal, é enviado para um instituto de deficientes visuais em Gênova. Lá, descobre um velho gravador e passa a criar histórias sonoras. Baseado na história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana.

Qual a relação do filme com a T.O.? Diversos aspectos podem ser levados em conta e depende da percepção de cada um ao assistir o filme. Mas, separei alguns pontos interessantes para o debate:

  • Relações grupais (sociais e familiares)
  • Limitações e superações da deficiência
  • Questões institucionais
  • Formas de percepção do mundo (sentidos)
  • Atividade / Produção coletiva

Espero que gostem da sugestão e compartilhem conosco o que acharam do filme.

Alguma sugestão de filmes que façam pensar a T.O? Colabore com o Atividart compartilhando-as com a gente através do nosso e-mail: unifespart@gmail.com

GRUPO DE CRIANÇAS E JOVENS

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Por Bianca Rezende

Foi um grande desafio trabalhar em grupo, pois geralmente preferimos fazer todo o trabalho sozinho, sem contar o desconforto que alguns sentem na hora de cobrar algo de alguém; e foi o que aconteceu com este grupo. Entretanto, como o módulo que estavam cursando era justamente sobre GRUPOS, elas não tiveram escolha. Trabalhar em grupo seria inevitável. A escolha do tema para o trabalho se deu pelo interesse de algumas integrantes em trabalhar com crianças. Além das pesquisas de artigos relacionados ao tema, era preciso fazer uma entrevista com um terapeuta ocupacional que trabalhasse ou que já trabalhou na área. As professoras responsáveis pelo módulo indicava algumas pessoas para tal, mas eramos livres para fazer o que quiséssemos. Por ter essa liberdade o grupo em questão escolheu fazer a entrevista com dois terapeutas: um que trabalha com ‘crianças’ e o outro com ‘jovens’.

Para o trabalho com ‘crianças’ o artigo usado foi “O lúdico no atendimento de crianças com deficiência: uma reflexão sobre a produção cultural na infância“, onde discute atividades que a criança com deficiência realiza durante o processo de terapia ocupacional e a possibilidade de uma reflexão sobre a consideração cultural das produções das crianças, como favorecedoras do seu reconhecimento e da sua participação ativa na realidade compartilhada.

“Nossa ação, como terapeuta ocupacional, é intervir, a partir dos recursos que o sujeito tem e do desenvolvimento de outros, no sentido de favorecer sua participação nos contextos sociais e estabelecer formas de comunicar-se com os outros. É ajudá-lo a reconhecer-se e ser reconhecido pelos seus gestos”.¹

Com o grupo de jovens² não teve artigo que direcionasse o trabalho, no entanto a entrevista com o profissional fez esse papel. Neste tipo de grupo, as abordagens são mais de cunho educativo do que terapêutico. Os integrantes são selecionados por faixa etária, pois costumam vivenciar experiências semelhantes, facilitando a inserção desses jovens no grupo.

O uso de atividades para esse grupo é de extrema importância, pois facilita o processo de vinculação e o delineamento do cuidado. Através das atividades é possível o reconhecimento das histórias de vida, bem como o modo como vivem e participam de suas redes sociais de suporte. Porém “muitas vezes nos colocamos e nos tornamos papéis de referencia humana, quando, na maioria das vezes, estes papéis ao longa da vida deles se encontram quebrados, fragilizados ou rompidos, ou como muitas vezes acontecem, nunca existiram.” (R.C)

Explicar o que é terapia ocupacional e o que é ser um sujeito ocupacional é muito significativo para a relação terapeuta-cliente, pois há uma importância técnica e ética em que os clientes atendidos saibam ‘o que é ocupação’, o porquê de um processo terapêutico e uma prática centrada no cliente.

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¹Trecho extraído do artigo.

²O grupo referido é formado por adolescentes que chegam por demanda espontânea, à mando dos pais ou por medidas judiciais por estarem cumprindo medidas sócio-educativas pela Fundação Casa ou em liberdade assistida devido ao envolvimento/abuso de drogas. O atendimento funciona numa lógica interdisciplinar, focando a reabilitação psicossocial se utilizando do Programa de Redução de Danos (RD).