Música na Terapia Ocupacional (T.O)

A arte dessa semana é música,  do grego – musiké téchnea arte das musas. A música se constitui por uma combinação de sons e ritmos que unidos formam uma melodia. Não se conhece, até hoje, nenhuma civilização que não tenha manifestações musicais próprias. Ela é usada ao redor do mundo como uma forma de expressar a si mesmo, os sentimentos ou uma cultura.

A T.O, claro, tem muitas possibilidades de explorar esse recurso nas suas práticas. Na aula de Arte e Recursos Terapêuticos (ART) do quarto termo de T.O da Unifesp, o grupo responsável trouxe para discussão um exemplo de uma T.O que ensina violão, toca e canta com um idoso com hidrocefalia de pressão normal.

Durante a discussão, as múltiplas formas de uso da música foram surgindo, mostrando que ela poderia ser usadas em diversos contextos além do mencionado acima. A música serve como estimulação cognitiva (memória, atenção) e motora (instrumentos e ritmos). O chocalho é bom para treinar coordenação motora global e, o piano, a fina, por exemplo. O violão combina coordenação manual e visual, o canto pode ser uma forma de praticar a fala.

Além dos efeitos físicos, a música ainda tem grande potencial para ajudar em questões mais subjetivas do sujeito. É uma forma de combater a timidez e promover uma ampliação do contato social, constrói auto-estima e empoderamento. Ela pode ser usada como um recurso que mostre ao sujeito (ou relembre-o) de que ele pode criar, que ele possui um potencial de transformação. Na terapia ocupacional esses benefícios são muito bem-vindos, não acha?

É sempre importante lembrar de que, se utilizar a música, respeite os gostos, preferências e vontades da pessoa.

Tem alguma história envolvendo uso de música na prática da T.O? Envia para a gente no email unifespart@gmail.com

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O Teatro em Terapia Ocupacional

Na última aula de ART – Arte e Corpo, na Unifesp Baixada Santista, a classe foi novamente desfiada a pensar e pesquisar formas para utilizar arte nas práticas de terapia ocupacional. Desta vez, a forma de arte escolhida foi o teatro.

Teatro é comumente utilizado na área de saúde mental. Como forma de estimular a expressão e integrar o grupo, a prática é utilizada, por exemplo, em um CAPES de uma região vulnerável – o grupo de teatro é aberto a comunidade e tem auxiliado os usuários a externalizarem sentimentos complexos.

Porém o teatro também é utilizado em outras situações menos óbvias. Dentro das pesquisas feitas, encontraram-se relatos de T.Os na área de saúde do trabalhador usando esta arte como forma de harmonizar os funcionários de uma empresa, criando vínculos e momentos de descontração.

Também na área da saúde física encontrou-se um exemplo de uma T.O no Programa de Aprimoramento em Reabilitação que utilizou técnicas teatrais para treinar mobilidade, socialização e especialmente trabalhar a confiança, que em alguns casos se torna frágil após um acidente que gera consequências motoras.

Em sala de aula, foi feita uma dinâmica com os alunos como forma de experimentar esta arte.  Pediu-se que cada um, em um momento de introspecção, escolhesse um sentimento para encenar. Depois, juntos, sem discutir previamente, entrassem em cena e interprestassem o sentimento que queriam, interagindo um com outro e tendo a liberdade para sair de cena assim que quisessem.

Quer saber mais sobre o tema? Segue abaixo o link para um vídeo que mostra essa prática mais de pertinho! Conhece algum exemplo bacana? Manda para o nosso email: unifespart@gmail.com

 

 

Escrita na T.O

Hoje vamos falar sobre o uso da escrita na terapia ocupacional. A escrita, como as outras formas de arte, tem um potencial terapêutico.

Na aula de ART Arte e Corpo, aprendemos as diferentes formas do uso da escrita. Discutimos casos de grupos que usam a escrita como forma de interpretar a realidade do indivíduo, a partir de uma análise mais cuidadosa das frases escritas pelo mesmo. Há também o uso da escrita com objetivo de estimular a criatividade, atividade que pode ser realizada com crianças ou também com pessoas mais velhas, objetivo de treinar habilidades cognitivas, como um pensamento cronológico ou memória, a partir da escrita de uma narrativa.

A escrita como simples forma de expressão pode ser um meio para alguém que não se sente confortável ao falar em público poder participar das conversas e esta estratégia pode ser utilizada para facilitar a comunicação entre um grupo, por exemplo. As possibilidades são inúmeras, cabe ao T.O se apropriar desse recurso e saber usá-lo da melhor forma possível de acordo com cada caso.

Nós do ATIVIDART adoramos escrever, e você? Escreve pra gente suas experiências na T.O que envolveram arte de alguma forma!

 

Semana Mundial do Brincar

A Semana Mundial do Brincar 2018, dos dias 20 a 28 de maio, passou para lembrar a todos nós dessa atividade de vida diária essencial, e não só para crianças.

O brincar está presente na terapia ocupacional, seja no modelo lúdico, seja como uma das diversas atividades que são trabalhadas nessa profissão que a gente ama. Brincar é importante para desenvolvimento, estimula criatividade, facilita a participação social e pode ser feito com pessoas de todas as idades, trazendo diversos benefícios especialmente na infância e terceira idade. E, o mais importante, tem que divertido!

Claro que nós do Atividart não poderíamos ficar fora dessa! Vem novidade por aí, fiquem ligados!

#Brincar #SemanaMundialdoBrincar

Arte na T.O: Massagem

Está sendo explorada, semanalmente, uma forma de usar a arte como recurso terapêutico nas aulas de ART – Corpo e Arte da Unifesp Baixada Santista. Na última segunda-feira, foram analisadas as formas de explorar a massagem nessa área de atuação. Neste texto, falarei um pouco sobre isto.

A massagem é utilizada como forma de auto-conhecimento, relaxamento e reabilitação. Existem tipos diferentes de massagem, como a clássica (toques firmes por segmento do corpo), toque de borboleta (toques leves, muito utilizada em bebês), do Sul da África (passada de geração em geração), entre outras.

Uma forma de colocar a massagem na terapia ocupacional é por meio da técnica de self-healing, uma prática de auto-conhecimento que consiste em atividades e exercícios que o indivíduo pode fazer consigo mesmo, buscando melhorar sua saúde ou algum quadro patológico. É uma técnica complexa, que envolve pensamento focado no objetivo, relaxamento, respiração, alimentação e, claro, a massagem. O self-healing pode ser encontrado na terapia ocupacional e já provou ter resultados impressionantes, como reverter 60% um quadro de baixa visão.

Carla, uma T.O formada pela Unifesp em 2007, trabalha em uma clínica utilizando a massagem como recurso. Um menino de 8 anos com transtorno de déficit de atenção (TDH) apresentou uma melhora após a intervenção de Carla, que utilizou a massagem, luzes baixas e cheiros de óleos específicos nas sessões.

Por fim, vale lembrar que a massagem vai além do relaxamento muscular. Ela pode ser utilizada como forma de criar laços, troca ou conexão, pois envolve toque e vulnerabilidade. Por isso existem muitas formas de introduzi-la na prática da terapia ocupacional.

Você utiliza ou conhece alguma forma de arte na T.O? Conta pra gente no email unifespart@gmail.com

 

Dinâmica de Escuta

Uma nova dinâmica tem sido realizada rotineiramente nas aulas de ART Corpo e Arte de 2018. É uma atividade que dá a todos uma chance de olhar pra dentro de si, perceber seu estado emocional, compartilhá-lo e ouvi-lo.

O grupo é separado em duplas aleatórias, e então uma pergunta simples, porém muito importante, se respondida de maneira honesta, é feita por uma das pessoas: “como você está?”. A outra pessoa tem então dois minutos de fala, aberta e honesta, com a garantia de que não será interrompida. É pedido para que o ouvinte não faça comentários, não busque se identificar, nem dar conselhos. É uma atividade de escuta.

Após essa primeira etapa, fazem 10 segundos de silêncio absoluto mantendo contato visual.

Por fim, o ouvinte diz à sua dupla o que ele entendeu sobre o que foi escutado, e confirma se entendeu certo ou não. Então, trocam os papéis, o que falou, agora, escuta e o que escutou,  fala.

E você? Conhece alguma dinâmica interessante? Mande para nós no unifespart@gmail.com

Dinâmica de Trabalho em Grupo

Hoje trazemos uma dinâmica para exercitar trabalho em equipe!

Primeiro, todos dão as mãos formando uma roda. Pede-se que todos memorizem com quem estão de mãos dadas, à esquerda e à direita.

Então, pede-se soltem as mãos e andem aleatóriamente pela sala. Enquanto isso, o orientador da dinâmica desenha um circulo no chão.

Pede-se para que todos entrem no circulo. Uma vez que todos estejam posicionados, devem, sem tirar os pés do lugar (não podem se locomover), voltar a dar as mãos para as mesmas pessoas que estavam ao seus lados na roda.

Neste momento, deve haver um bolo emaranhado de pessoas de mãos dadas. Agora é lançado o desafio! Sem soltar as mãos, o grupo deve voltar a formar a roda orginal, todos lado a lado olhando para o centro.

É uma dinâmica divertida, cujo autor não é conhecido,  que cria uma situação que demanda ajuda mútua e ainda quebra o gelo para o grupo se conhecerem melhor!

O que acharam?? Mande as dinâmicas que vocês conhecem para nós! No email unifespart@gmail.com